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A ambiência e a envolvente estética, deixaram-me surpreendida, quase perplexa.
Estava perante todas as linguagens da comunicação não me apercebendo de qual a mais importante.
A música é a mais estridente, mas não a mais surpreendente, do ponto de vista emocional. Serviu para marcar um ritmo, para implementar uma dinâmica … e para deixar ver uma cenografia espantosa, ora bélica, ora mística.
O espectáculo arrasta-nos para algo fascinante que é o espaço universal.
A primeira sensação foi a de uma pequenez imensa, uma grande calma e a perca de referências…de mim, do espaço e das pessoas em volta.
O sentimento era de grandiosidade, no sentido universal do termo.
A enormidade daquele momento estético, sobrepunha-se a tudo.
O som e as imagens, sobretudo estas, faziam-me sentir em comunhão perfeita com o universo, com a natureza, com a vida. Senti o que é ser-se universal, numa completa simbiose com o universo em toda a sua plenitude. Tudo desapareceu numa simbiose perfeita e numa partilha avassaladora que me levou dali, como se de uma partícula se tratasse.
Deixei o meu corpo para trás,era uma outra dimensão. O meu espírito, longe de mim, vagueava, gozando do previlégio único de não ter peso nem volume e de simplesmente se deixar ir. A emoção plena …
A forma de linguagem mais forte foi a das imagens.
A natureza estava ali toda, sem espartilhos, cumprindo a missão de tornar mais belo o quotidiano.
O barulho do projector de slides, marcava o ritmo que era coincidente com o bater do coração. Senti-me a viajar por entre cada uma das cenas passadas, a sentir cada uma das formas e das cores, procurando exaustivamente a razão de serem assim perfeitas.
Perante esta enorme panóplia de sons, cores, formas e texturas, o tempo parou Sentia-me livre, feliz e diferente. Passei a fazer parte das imagens, como elas de mim.